O director de turma e a gestão curricular.
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III - A RELAÇÃO PROFESSORES / DIRECTOR DE TURMA NO PLANO DA GESTÃO CURRICULAR

Em todas as dimensões curriculares descritas existem elementos comuns no que diz respeito à questão da gestão curricular:

 

DIMENSÕES ORGANIZATIVAS DA GESTÃO CURRICULAR

Os pressupostos acima enunciados têm implicações na gestão curricular a vários níveis:

 

LIDERANÇA E GESTÃO CURRICULAR NO QUADRO DO CONSELHO DE TURMA

O papel do director de turma é também relevante na gestão das próprias relações que se estabelecem no seio do conselho, dependendo muito da sua estratégia como líder a eficácia do funcionamento deste órgão. O director de turma tem de gerir, antes de mais nada, as relações pessoais/profissionais dentro do conselho, nomeadamente:

Na dinamização da actividade e dos debates no conselho de turma, podem adoptar-se estratégias diversas que operacionalizem com mais eficácia o trabalho dos professores no quadro deste órgão e rentabilizem o tempo disponível. Sugerem-se algumas modalidades de trabalho, a título exemplificativo:

Tal lógica de funcionamento da direcção e do conselho de turma implica uma mudança na natureza das reuniões, rentabilizando parte do seu tempo para tarefas de efectiva gestão e intervenção, em lugar da habitual repetição/constatação dos problemas e situações surgidos na turma, em que se consome, às vezes com pouca utilidade, muito do tempo disponível.
Evidencia-se também a necessidade de ser reequacionado o sistema de atribuição das direcções de turma que não pode de modo algum ser dissociado do perfil do docente e de critérios relativos à função que lhe é atribuída. A distribuição de direcções de turma para mero completamento de horários, quase sempre a professores menos experientes - prática infelizmente frequente - não tem qualquer sentido se queremos que o director de turma assuma as funções de gestão curricular e coordenação pedagógica que realmente lhe cabem. Em algumas escolas têm já sido praticados modelos de atribuição de direcções de turma de acordo com critérios pedagógicos, o que demonstra a viabilidade de tais medidas, no quadro de uma gestão de escola que prioriza a eficácia pedagógica.
Outra dimensão a rever prende-se com a coordenação dos directores de turma. Existem, a esse nível potencialidades - que devem ser rentabilizadas - para desencadear mecanismos de formação que possam ir apoiando os directores de turma em exercício e preparando outros professores para virem a desempenhar essas funções.

Trata-se afinal de restituir as funções do director de turma ao seu lugar no quadro da gestão escolar e curricular, de modo a que esta função possa, de facto, contribuir - como peça-chave que é - para que a escola possa oferecer aos seus alunos uma educação de qualidade.


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